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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

08.Ago.08

Onde estão os homens?

AL
Foi por causa deste título que levei a edição de Setembro da revista Máxima para casa (estas revistas andam sempre um mês adiantadas, ainda nem gozamos bem o Verão já estão a fazer-nos pensar nas roupas quentes e nas noites frias); no subtítulo podia ler-se: "A resposta que todas as solteiras e divorciadas procuram...".   Fiquei decepcionada, digo-vos! Afinal é tudo sensacionalismo "Ah e tal, eles querem é curtir! Ah e tal, nós estamos muito exigentes! Ah e (...)
30.Mai.08

Choques de estados civis

AL
  É incrível o tipo de sentimentos e impressões que uma mulher independente pode provocar na comunidade casada. Eis duas situações pelas quais já passei (mais do que uma vez):     1ª  - Maridos de amigas a torcer o nariz cada vez que a sua esposa combina alguma saída a solo com a sua companheira solitária (eu).   2ª  - Estar com um casal em que ela passa  todo o tempo colada ao respectivo ou acode a correr quando o “apanha” a conversar comigo sem  ela por perto.  
18.Abr.08

Porque eu mereço

AL
Desengane-se quem julga que aqui vem ler confissões reveladoras sobre o meu presente. Normalmente, só consigo expor cá para fora as coisas sérias que acontecem comigo após um razoável distanciamento temporal e circunstancial, em tudo à semelhança do que se passa com todas as pessoas que têm um ex nas suas vidas. Um ex só nos dá o devido valor quando percebe que nos perdeu. Não sei se é o mesmo com toda a gente, mas pelo menos comigo é assim. Ainda ontem fui surpreendida (...)
02.Abr.08

Maus negócios

AL
Resolvi fazer um balanço de todos os meus relacionamentos amorosos passados e depois de muito esforço ocular e técnicas de concentração para não adormecer, uma vez mais, sobre tão pertinente assunto, cheguei a uma conclusão, no mínimo, contraditória. Passo a explicar: Sabendo eu (como mulher moderna e esclarecida que obviamente sou) que uma pessoa se torna cada vez mais exigente à medida que o tempo avança e que essa exigência se transformará, a médio ou longo prazo, numa (...)
25.Fev.08

Como os empregos

AL
Tenho um amigo, o Miguel, que tem uma teoria, no mínimo, curiosa acerca dos relacionamentos amorosos: acha ele que os relacionamentos são como os empregos. A primeira vez que o ouvi dizer tal coisa, fiquei um bocadinho de pé atrás e quase que chocada com tamanha frieza de espírito, mas não o contradisse; fiquei a ouvir, muito atentamente, as razões que poderiam tê-lo levado àquela ideia aparentemente absurda mas, no fim, surpreendi-me a concordar com ele. Pelo menos parcialmente…
10.Dez.07

Conflitos Emocionais

AL
À parte as carências físicas normais de se estar há muito tempo sem companhia, a forma como sentimos atracção pelos outros tem muito a ver com a nossa disponibilidade afectiva. É uma espécie de “cio” psicológico. Quando estamos predispostos a envolver-nos com alguém a um nível de compromisso, as pessoas que nos aparecem (e que, obviamente, nos atraem) são vistas como potenciais casos, namorados(as) ou até mesmo maridos(esposas). Eu, por exemplo, tive um namorado (...)
16.Nov.07

Mais Vale Só...

AL
Palpita-me que descobri a razão pela qual o meu último namorado se afastou. O homem tinha a irritante mania de desconfiar de mim. Desconfiava por tudo e por nada. Queria sempre saber onde é que eu estava e com quem, a que horas chegava a casa (“quando chegares, dá-me um toque para o telemóvel para eu não ficar preocupado” – pois, pois!). É pá, se há coisa que me incomodam é que andem a investigar-me a existência ou que desconfiem de mim, e desde sempre me (...)
28.Ago.07

Rica Vida!

AL
Deixei-me de dar satisfações a tudo e a todos pelos meus actos. O gato, desde que tenha comida e areia limpa, não reclama. Se fumo até secar o cérebro, se chego tarde a casa ou se estou duas horas na banheira, o problema é meu e só meu que ele não se mete em assuntos que não lhe dizem respeito.   Estar só tem as suas vantagens: - Posso ler pela noite dentro sem ter que ouvir: “apaga a luz!” - Posso dormir tapada até aos cabelos que ninguém reclama do calor! - Uma (...)
17.Jul.07

Por falar em Amor...

AL
Amar depois de se sofrerem umas quantas desilusões torna-se uma tarefa quase impossível; já não há pachorra para os traumas do outro que chocam com os nossos, já não há a mesma capacidade de entrega, com o tempo os relacionamentos tornam-se estéreis. Amar depois de crescer à custa de muito sofrimento que uma ou outra relação nos provocou já não é a mesma coisa. A ingenuidade vai-se e com ela a nossa capacidade de nos deslumbrarmos, de nos deixarmos encantar pelo outro. Para (...)
15.Mai.07

Ainda o Divórcio

AL
A forma como o divórcio é vivido tanto para os nossos pais como para os nossos filhos é ditada pela própria sociedade, quer pela importância (ou não) que o divórcio tem num determinado momento da nossa história, como também e principalmente, pelas atitudes tanto dos envolvidos no processo, em particular, como as dos outros, em geral. Há trinta, quarenta anos atrás, a mulher ainda era o "elo-mais-fraco": havia poucas mulheres empregadas ou com um salário de miséria e (...)