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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

Relações ecológicas

As mulheres são as potenciais clientes de um mercado cada vez mais cheio, saturado de homens modernos que preferem desatar a morrer no paraíso terreno das gajas disponíveis do que renderem-se à vitória da emancipação do sexo outrora fraco.
 
Estados civis à parte, a verdade é que neste nevoeiro de oferta e de procura, encontra-se de tudo, menos material a estrear.
 
Além disso, não podemos ficar indiferentes às ameaças ambientais, pelo que é sensato contribuir, reciclando. Acontece, porém, que a moda dos “Ecopontos” não há meio de abranger as ligações afectivas (não sei se por serem consideradas inesgotáveis, se desnecessárias) e andamos para aqui todas a reciclar à toa.
 
É que dava imenso jeito que se colocassem nas cidades mais uns quantos mamarrachos etiquetados para que algumas de nós soubessem o tipo de homens recicláveis. Assim, aquelas que pretendessem livrar-se dos tipos “mortinhos-por-mijar-fora-do-penico-mas-sem-saber-como” teriam à sua disposição um contentor de “MATERIAL CONTRAFEITO”; quanto àqueles que repetem mais do que uma vez a pretendentes diferentes a frase “não-tenho-tido-sorte-nenhuma-com-as-mulheres-mas-sinto-que-contigo-é-diferente” poderiam ser depositados em “MATERIAL MUITO USADO”, e por aí fora...
 
Quando nos livramos de um homem, é sempre com o intuito de arranjar um melhor. Ou não é!??
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