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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

Testemunhos: XIII

Para quê e porquê o divórcio???
 
Farei, no dia 17 de Novembro deste ano 17 anos de casamento.Já passei, como todas as relações e situações de vida, por muitos altos e baixos.Estive por duas vezes á beira do divórcio. Uma com 6 anos de casado e outra com 15 anos. Da última vez estivemos os dois na Conservatória do Registo Civil, para consumar o que para nós, naquele momento, era inevitável. Mas resistimos, no último momento!!!
No Verão seguinte, nas férias, fizemos um cruzeiro e dei comigo, depois de pensar que seria a última vez que teríamos férias juntos e naquela condição, a comprar uma aliança a visitarmos a Basílica de Sto António – em Pádua e a renovarmos, aí, a nossa cumplicidade.
 
Então qual o porquê de tudo isto?
 
Com 6 anos de casado, por situações do meu total desconhecimento, num ano de grande desgaste psicológico pessoal (situações comuns da vida, mas que aconteceram em catadupa). A minha esposa tinha um pequeno negócio e envolveu financeiramente os meus pais, com o seu consentimento e sem o meu conhecimento, pensando sempre que o assunto se resolveria por si, sem haver necessidade de me desgastar mais emocionalmente. A situação ficou um pouco fora de controlo e eu comecei a tomar conhecimento da pior forma – via indirecta.
 
Tudo isto teve um custo muito alto, pois nestas situações de vida entra-se muito “ no diz que disse “ e cheguei a um ponto que tive de optar claramente: ou o relacionamento saudável com a minha esposa, incluindo um afastamento dos meus pais ou o divórcio.
 
“Saltámos os dois de mãos juntas para o mar” e afastei-me dos meus pais.
 
Embora o afastamento, da minha parte, tenha sido temporário, quando achei altura de me reaproximar, já com mais estofo emocional, assim o fiz, mas aí, para além das recordações anteriores, começou a haver a chantagem psicológica da vivência da nossa filha (neta), que suscitou muitas interrogações da minha parte de como é que deveria de encarar a vida futura. Talvez a condição de Divorciado fosse a melhor? Não me vou alongar mais….
 
Presentemente o que pretendo preservar é os dois excelentes seres humanos com que vivo e que a nossa filha perceba que: Há vida depois do "fim do mundo" (e não é nada má!)...
 
Quero dar os parabéns à ANA, pela sua atitude e pelas emoções e exemplos que nos transmite. Desejando felicidades por tudo, nesta passagem de aniversário do Blog, abaixo o link de dois dos muitos posts que me ajudaram a pensar melhor. Obrigado.
https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/M3513d944/14817700_s3CMz.jpeg

4 comentários

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    AL 13.03.2008

    Príncipe Leão,

    Plenamente de acordo em algumas coisas que escreveste; concordo que o divórcio deve ser o último recurso de quem já tentou tudo, mas discordo completamente quando dizes que "ficar só é muito mais fácil do de reinventar o casamento". Aí protesto! Acaso já passaste pela solidão? Acaso já te viste numa situação de quase "exclusão" (atrevo-me a dizer) por seres o único desemparelhado numa sociedade que ainda previlegia os pares? (Ex.queres ir de férias e só há programas a dois; concorres a um concurso qualquer e o prémio é um fim de semana a dois; vais a um workshop sobre pais e os questionários são para preencher a dois, etc, etc..)

    Há casamentos pelos quais vale a pena lutar, mas há outros onde o respeito e a cumplicidade não existem ou nunca existiram, onde os feitios são completamente incompatíveis e onde se sabe perfeitamente já não haver volta a dar; há até quem seja humilhado, maltratado (física ou psicologicamente) e se deixe estar... por comodismo ou, pura e simplesmente, por medo da solidão.

    Mas cada caso é um caso e cabe a cada um saber avaliar a sua situação e agir em conformidade. Na minha opinião, é também um acto heróico o lutar por um casamento, desde que essa luta tenha sentido e ainda exista amor e compreensão, mas muitas vezes, quando um divórcio se dá, isso já se perdeu e, como tudo, há sempre um momento para dizer "basta!" e isso também é de louvar, porque a vida a "solo" é muito mais dificultada pela sociedade. E, aí, atrevo-me a dizer: é muito mais fácil acomodarmo-nos a um casamento, ainda que insatisfatório, do que enfrentar o mundo sozinho ou sozinha.
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    Rosa e Azul 13.03.2008

    Encontrei o teu blog li e gostei.
    Concordo plenamente com o que dizes. É muito mais facil acomodarmos ao casamento, mesmo que mau, do que aceitar enfrentar o mundo. Deste momento eu começei-me a aperceber que o meu casamento é realmente um apenas acomodar e será que vale a pena esta situação???
    Ana
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    AL 14.03.2008

    Ana,

    Provavelmente vais ter que pensar e repensar, dialogar muito, tentar perceber o que é o melhor para ti e depois encontar uma solução.

    A acomodação vicía, é a melhor amiga de quem tem medo de enfrentar o mundo sozinha e garanto-te que esse medo não é infundado: é necessária muita força e uma boa dose de persistência para recomeçar, mas geralmente, compensa!

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