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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

Distracções

Ia eu, toda esbaforida, a sair do Centro de Saúde quando me cruzo com um gentil cavalheiro (e giro, por sinal!) que se afasta, no passeio, para me dar passagem. E eu a avançar, toda decidida, que o dia estava quase no fim e urgia voltar ao trabalho.
Mal acabo de passar, ouço, num tom irónico:
“- Obrigada!?”
Olho para trás e vejo o indignadíssimo homem especado a olhar para mim (foi quando reparei que era giro! ehe). Senti-me, de facto, envergonhadíssima e, na altura, achei que ir lá e pedir-lhe desculpas (e já agora ver mais de perto), era o mínimo…
 “- Obrigada, tem toda a razão! Sabe, eu vinha justamente a pensar na falta de polimento de algumas pessoas, como os funcionários ali do Centro de Saúde…”
Pela cara apalermada (mas ainda assim giríssima) dele, acho que ainda é capaz de ter-se sentido mais constrangido do que eu me sentira momentos antes (não sei porquê, estava só a ser bem educada, ora!).
Ando com umas “tácticas” muito à frente. Ai, ando, ando! Pena é não conseguir levá-las até ao fim, já que logo a seguir, virei as costas e fui à minha vida que ainda tinha muito que fazer no escritório.
Ficou-me a dúvida: e se acaso se tratasse do tal (sim…?), do esperado (como…?), do prometido… (vá, lá, desembucha!). Pronto, está bem: do príncipe encantado!?
 Pois nunca vou saber, mas, também não faz mal, as lendas devem manter-se no lugar a que pertencem.
Pelo sim, pelo não, não tinha perdido nada em perguntar-lhe, assim de uma forma discreta, como quem não quer a coisa:
“Olhe, desculpe, onde é que estacionou o cavalo?”
Se fosse o gajo, tenho a certeza que se descaía.
https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/M3513d944/14817700_s3CMz.jpeg

3 comentários

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    obseervador 02.03.2008

    um post curioso, sim senhor.
    Esse episódio recorda-me um outro acontecido em Braga , meses atrás.
    Ia eu no carro da sobrinha.., e vejo uma dama toda jeitosa.., bonita a sair do carro dela.
    Num segundo pensei que aquela pessoa era o meu tipo de pessoa.
    Nunca mais a verei porém essa imagem que durou um piscar de olhos permaneceu no meu espirito.
    Teoricamente o nosso principe ..,princesa , existe.
    Afinal entre tantos milhões de pessoas haverá uma ) ou mais ) que se encaixa no noso ser.
    A questão é que poderemos nnão ter nunca a oportunidade de a , o conhecer.

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    AL 02.03.2008

    E lá se foi a "dama jeitosa"...

    Nos encontros furtuitos, de rua, é sempre difícil meter conversa e a culpa é da sociedade urbana; se uma pessoa ousar sorrir e dizer olá o outro/a fica a pensar que não somos bons da cabeça e vira a cara. Porém, há sempre umas técnicas que vale a pena experimentar. Estas são femininas mas dão para adaptar: http://diariodeumadivorciada.blogs.sapo.pt/19072.html





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