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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

Guerra e Fumo

A guerra fria que tem vindo a ser infligida aos fumadores desde há algum tempo, intensifica-se, agora, com a aplicação da nova lei do tabaco, em vigor já a partir do início do ano.
O cerco está a apertar e eu nunca gostei muito de zaragatas. Se eu tivesse juízo, optaria por ficar do lado dos “bons”, daqueles que são por uma vida sem fumo… mas depois penso: quem são os bons!? Aqueles que apontam o dedo aos fumadores também não são nenhuns santos, como é óbvio, pois os santos já morreram todos. Ok, não fumam, mas cometem outros excessos. Ou não!?
Bem, seja como for, acho que deveria aproveitar a “boleia” e anotar o “deixar de fumar” na minha lista de objectivos para o novo ano. Acho que deveria fazê-lo por mim, agora que já não tenho marido a chatear-me com a pergunta irritante de sempre: “outro cigarro?” - Não é por nada, mas sempre que o gajo me fazia essa tal pergunta acusadora, só me apetecia era mandar-lhe umas baforadas para a cara.
Agora tenho que aturar a sociedade toda que, como se não bastasse, vem reforçar, ainda mais, a desgraçada da minha consciência (isto, uma gaja nunca é totalmente livre para fazer o que lhe dá na telha, pá! Irra!): “ E tal, oh Ana, estás a matar-te lentamente, ainda arranjas um cancro no pulmão…” – Cala-te, estúpida agoirenta! – “ Andas a cheirar mal às pessoas “ – Pois, realmente, ainda não percebi porque é que ainda não inventaram cigarros com cheirinho ao meu “dolce & cabbana", mas isso resolve-se com um frasquito na mala para me ir borrifando. Ehe – “Os teus dentes vão ficando amarelos” – “Mentirosa! Eu uso pasta branqueadora. Toma!” – “O teu hálito cheira a tabaco” – Então e as dezenas de pastilhas de mentol!? Ah, pois!! - “com o dinheiro que gastas por ano em tabaco, podias passar sempre as férias no estrangeiro” – Chantagista!!
E a modos que é isto!
Acho que estou a ficar fraquinha. Vou mesmo ter que deixar de fumar. Pronto, eu vou tentar aí pela décima vez, mas desta vez é a sério. Se não conseguir… olha, vou juntando as beatas para construir duas guerreiras (duas!!) e depois coloco uma à porta da Assembleia da República e a outra… hmmmm… aposto que a sede das consciências já tem milhares de extractores de fumo montados, pelo que não deve ser difícil localizá-la….Espera lá!! Isto agora fez-me brotar uma grandessíssima dúvida: qual é o contentor das beatas nos ecopontos? Anh? Então são tão amigos do ambiente e não criaram ainda um contentor para as beatas!?
Valha-me o são Livre arbítrio!!
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Cacos e Plumas

Quem é que não teve já que enterrar um amor vivo? Ou por não ser correspondido ou por ter sido rejeitado ou mal compreendido…  
Ainda assim há amores que resistem a quase tudo. E quando pensamos que os mesmos já tinham passado à história, eis que um dia percebemos que, afinal, ainda permanecem.
É difícil sabermos um amor mesmo ali, dois palmos abaixo da nossa consciência e não podermos salvá-lo, não querermos salvá-lo.  É difícil sentirmo-lo a arranhar-nos as entranhas e a pulsar forte; ouvirmos os seus gritos aflitivos a pedir por socorro, a clamar por liberdade e nós a viramos a cara enquanto cantarolamos, por dentro, qualquer coisa tola como o “atirei-o-pau-ao-gato” para dali desviarmos a nossa atenção e nos concentrarmos num futuro diferente, sem carregos de cinzas no espírito.
Tudo porque, no nosso íntimo, sabemos e temos a certeza que a vulnerabilidade dos sentimentos é manipuladora e momentânea, e também sabemos e temos a certeza que mal libertemos um amor oprimido, ele nos atacará outra vez e nos dilacerará ainda mais a alma, que até já estava quase, quase cicatrizada.
A solução!? Para além da fuga estratégica, podem usar-se alhos, cruzes, santos e amuletos.
“A mãe já vai!”
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Diz que é Natal

O Natal já não é o que era. Pelo menos nas cidades grandes e arrabaldes. Parece que a magia do mesmo foi toda transferida para as luzinhas que piscam nas lojas, especialmente as de informática, telemóveis e afins.
O Pai Natal já não deixa as prendas na chaminé. Primeiro porque nem todos os meninos têm chaminés e segundo porque entre miúdos e graúdos, os presentes são muitos e ele já está muito velhote e não dá conta do recado. Não tarda muito, estamos a ver o Pai Natal reformar-se e a ser substituído por uma mascote interactiva numa qualquer nova versão da Play Station. Aliás, até me admira como é que ele não criou ainda uma página na internet a anunciar o seu lançamento (!?)
E é ver as famílias-maravilha  a encher os corredores dos hipermercados: o gajo atrás, corcovado e barrigudo e ela a exibir a cabeleira loura de pontas secas e raiz às cores. As crianças a fazerem birra por causa dos brinquedos e a minha paciência a esgotar-se mais que as prateleiras dos After Eigths.
Nos Centros comerciais, o cenário não é muito diferente: toda a gente se acotovela nas lojas de tudo o que é considerado supérfluo o resto do ano (parece incrível, mas, nesta altura, até as livrarias estão à pinha). Há que comprar presentes para todos. Até aquela colega de trabalho velha e chata tem direito a uma velinha com aroma.
Os restaurantes estão a abarrotar de turistas do décimo terceiro mês e não há um único lugar para uma pessoa se sentar. Estacionamentos, é mentira: estão todos vagos mas é nos bairros residenciais.
Ah, que saudades de fazer as figuras de barro para o presépio da minha escola, e de ir apanhar musgo aos barrancos, e de forrar o vaso da árvore de Natal com papel prateado e de salpicar tudo de algodão e farinha para parecer neve!
E que saudades de ajudar a minha avó a fazer os arranjos natalícios para decorar a mesa, e de rir a bandeiras despregadas  ao ver o peru bêbedo a ir contra os armários da cozinha velha; e de ir cortar o pinheiro ao campo, e de roubar os chocolates da árvore, e do coração a bater forte à medida que se aproximava a noite mágica!…
O Natal de agora caracteriza-se pelo consumismo desenfreado que se intensifica ainda mais quando se aproxima a data. Até as lojas disponibilizam, agora, um horário alargado para dar hipóteses a todos os clientes de cumprirem o seu dever natalício que é o de fazer disparar as vendas, cujos lucros estão já contemplados no seu orçamento anual.
Nem presépios de barro, nem anjinhos de papel celofane.
Diz que é Natal…
 
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Em segunda Mão

Os divorciados e separados deveriam ter um currículo, escrito, onde fosse mencionada a sua experiência pessoal em relacionamentos anteriores. E mais: deveria fazer-se menção às pessoas com quem o dito conviveu, de forma a haver um registo do seu passado familiar. Ou então uma espécie de licença de uso e porte de esposa com o carimbo “Apto” ou "Não Apto” dependendo da situação de cada um.
E isto tudo, porquê!?
Isto tudo porque a “miss segunda escolha” anda a ter problemas técnicos com o seu actual (meu ex) esposo. Parece que descobriu as avarias do dito e as peças da candonga…Xiiii!! Imagino a gritaria de acusações que impera naquela casa: “Agora já percebo porque é que outra te deixou! Ela é que foi esperta e blá, blá, blá…” – Oh, minha amiga, não havia necessidade!!... Não teria sido mais fácil ter-me solicitado uma carta de (não) recomendação!? Então adquire-se assim o imobilizado às cegas, só porque sabia que já tinha sido utilizado!? Então e o desgaste não a preocupou? E as revisões? Viu se estava tudo em dia!?
Ah, pois é!! Então agora, não se queixe. 
Veja as coisas por este prisma: O homem já ia semi-domesticado; sabia fazer o jantar, fazer amor sempre que era requisitado e ganhar dinheiro…. Não está a mostrar-se suficiente!? Azaruxo!
Quer o quê, agora!? Olhe que o período de garantia já caducou há muito! E aviso-a, desde já, que não se aceitam devoluções fora do prazo.
Além disso, a denominação social da minha empresa também já mudou. Agora chama-se “Divorciada, S. A.” E não pertence ao ramo dos maridos defeituosos.
Temos pena…
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Materialismos

- Mãe, roubaram-me o telemóvel” – choramingava a minha filha, à saída da escola.
-Ah, foi? Estás a ver!? Percebes agora porque é que a mãe nunca te deu um todo “xpto” como tu querias!?
- Oh, mãe, mas agora fiquei sem telemóvel!! – devolve-me ela, intensificando o pranto.
E foi isto até chegarmos a casa. Deixei-a chorar à vontade para ela aprender a ser mais responsável. Até que, a certa altura, lá intervi:
- Bem, agora já não há nada a fazer. Deixa estar que nós logo resolvemos a situação!
- Tenho que acrescentar um telemóvel à minha lista de Natal (!?)
- Vê lá não te estiques muito, que o Pai Natal este ano está muito magrinho e não pode carregar muito peso.
- Ah, então se é assim, vou pedir um com câmara fotográfica; os mais modernos não pesam quase nada, mãe – responde-me ela a rir às gargalhadas com a cara ainda molhada de lágrimas. Choro e riso (sol e chuva) parecia um arco-íris.
- Dida, não se pode ter tudo….
- … Ao mesmo tempo!! – remata ela já completamente refeita. Dali a pouco ouço cantoria no duche. Mais um “Happy End”. Fixe!
Tenho uma filha muito despistada, já me habituei. Até porque a pequena tem a quem sair (coff, cof…). Mas agora, só aqui para nós que ela não nos ouve: para quem me chega a casa sempre com notas de 90% para cima, taças ganhas no desporto que são vitórias “dedicadas à melhor mãe do mundo”, como ela me diz, que importância pode ter uma porcaria de um telelé!?
Haja saúde!
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O Natal de Uma Divorciada

Este ano já não tenho que encomendar as filhoses nem demolhar o bacalhau, porque este ano, tal como de há cinco anos para cá, não recebo convidados. Também, quem é que quereria passar a Consoada em casa de uma divorciada? O Natal é para ser passado em família (faz algum sentido um presépio sem o São José?).
A minha primeira noite de Natal após o divórcio foi a mais difícil de todas. Foi essa e todas as noites em que a minha filha tem que ir passar o Natal com o pai. No princípio era muito triste, mas agora já ultrapassei. Continuo a enfeitar a casa e a pôr a tocar músicas de Natal e até o Johnny, o meu gato, já conquistou também o direito a um presente e a um prato especial.
É como se voltasse a ser solteira. Na noite do dia 25, chego a casa da minha irmã e só tenho que “abancar” para a festa. Divirto-me a ver as crianças, deslumbradas, a desembrulharem os brinquedos, mas não deixa de ser um bocadinho estranho.
 …É um pouco assim como se o Natal já não fosse meu.
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Conflitos Emocionais

À parte as carências físicas normais de se estar há muito tempo sem companhia, a forma como sentimos atracção pelos outros tem muito a ver com a nossa disponibilidade afectiva. É uma espécie de “cio” psicológico.
Quando estamos predispostos a envolver-nos com alguém a um nível de compromisso, as pessoas que nos aparecem (e que, obviamente, nos atraem) são vistas como potenciais casos, namorados(as) ou até mesmo maridos(esposas).
Eu, por exemplo, tive um namorado que queria casar-se comigo à viva força. Insistiu durante bastante tempo e como eu mostrei sempre resistência, acabaria por concentrar as suas energias numa outra pessoa, que conheceu entretanto, e passado pouco tempo, casou com essa outra pessoa.
Por outras palavras: para que uma relação funcione, os dois têm que estar sintonizadas na mesma frequência em termos não só de emoções como de expectativas. No meu caso, ainda que eu gostasse daquela pessoa, casar com ela seria um tremendo erro (pelo menos naquele momento) que acabaria por repercutir-se no nosso futuro. A verdade é que ele estava preparado para casar, era isso que ele procurava. E eu não.
Muitas pessoas acham que são movidas, nas suas acções, por estados emocionais inexplicáveis  que, num dado momento e sem como nem porquê, tomam de assalto a sua existência e guiam o seu destino.
Ora, eu, quanto a mim, acho que não se passa bem assim…
A predisposição é algo que está sempre presente em cada um de nós ainda que não o esteja ao nível da consciência. Pode ser a predisposição para nos apaixonarmos ou para ficarmos sós; para casar ou para ficar solteiros, etc, etc…
Baseados nesta ideia, e se estivermos com atenção, poderemos facilmente descortinar a intenção do outro e até prever o futuro de uma relação. A grande dificuldade reside no facto de cada um estar tão concentrado nos seus próprios sentires (à procura do desfrute da embriaguez emocional) que acaba por ignorar os sinais transmitidos pela outra pessoa.
E mais tarde, Charco!
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Homens com Lágrimas

Que os homens também choram já todos nós sabemos, mas há uns mais sensíveis que outros.
Existem dois tipos de choro: o primeiro trata-se do choro desesperado como reacção a uma frustração ou contrariedade em que uma pessoa sente pena dela própria e o segundo é o choro libertador que serve para lavar a alma. Sou pouco tolerante relativamente ao primeiro, mesmo que parta de uma criança. Quanto ao segundo, sou capaz de ficar ali, em silêncio, porque este é um pranto muito íntimo e que requer solidão.
O meu primo Luís é um homem feito que sofre por amor. É verdade! (e desenganem-se todos aqueles que pensam que isso são coisas de gajas). Ele sofre e até aqui tudo bem. O pior é que o sofrimento, agora, vem acompanhado pelo tipo de choro número 1.
Estranhei um desabafo que lhe saiu dizendo que estava a sentir-se usado por uma mulher. Eu confesso que desconhecia o termo “usado” na versão masculina e arregalei os olhos para lhe devolver o vocábulo na forma interrogativa:
“-  Usado???”
“ -  É que ela só me procura quando se sente carente. Fazemos sexo e, de seguida, desaparece por uns tempos…”
“- Ora, Luís, mas eu já ouvi falar disso. Chama-se queca mágica” – Gracejei (não sei como é que ainda há quem me leve a sério, pois tenho sempre que temperar com uma graçola os piores momentos, mas a intenção é boa e quem me conhece já sabe que sou assim)  – “Se te sentes mal, afasta-te e pronto!”
E ele, quase, mas quase a fazer beicinho:
“- Não consigo! Eu já tentei, mas ela acaba sempre por procurar-me e eu não consigo resistir porque gosto mesmo dela.”
“- Então, nesse caso, faz por aproveitar os momentos bons e não penses no que vem a seguir. Talvez um dia ela perceba a pessoa maravilhosa que és e decida ficar. Se não, quem perde é ela!”
“- Pois, mas… o que é que tu achas? Vá lá, ajuda-me!”
“- Eu!? Como é que eu posso ajudar-te!? Eu conheço-a mal e não sei até que ponto ela saberá que te sentes assim… usado.”
“- Não deveria mostrar-me demasiado sentimental à frente dela, não é!? Estou a dar parte de fraco!?”
“- Sabes, Luís, é preciso uma maturidade imensa e um grande arcaboiço emocional para se compreender as lágrimas masculinas. É suposto vocês serem “o elo mais forte”… Se na vossa relação não há cumplicidade, é provável que ela não compreenda…”
“- Achas!?  Tu és mulher e compreendes.” E olhando-me com uma sombra de dúvida: “ Não compreendes?”
“- Sei lá. Olha, se calhar até nem compreendo. Lembras-te quando o tio Paulo caiu num pranto pegado, depois de se embebedar, tudo porque a tia Maria da Luz fugiu com aquele puto!? Nós ainda éramos adolescentes e eu lembro-me que, naquele momento, me senti mais perdida e confusa que um rato no meio da Amazónia!! Caramba, afinal, tratava-se do tio Paulo e o tio Paulo era um herói para nós!” – Fiz uma pausa. Cada vez que penso naquele momento, tenho vontade de esconder-me. Felizmente, o tio Paulo acabou por recuperar e hoje é um homem de sucesso a todos os níveis, mas aquela memória dele ainda me incomoda um bocadinho. Que estranho!
“- Não sei, priminho. Talvez seja melhor tentares regular essa tua sensibilidade exacerbada. Sim, é o melhor para ti. Se não conseguires moderar o teu comportamento, pelo menos que deixes de vitimizar-te, pois é apenas isso que te faz sofrer.”
E foi o fim da conversa. Não sei se ele ficou a procurar motivação a relembrar a fraqueza de espírito do tio Paulo ou a pensar que teria sido melhor não me contar nada. Só sei que, ultimamente, não o tenho ouvido lamentar-se. Eu, por meu lado, descobri mais uma razão para perceber porque é que tendo sempre para os homens demasiado racionais. Quem sabe isto não seja a chave para um futuro amoroso mais risonho e promissor…
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Um Cheirinho a Natal

Muitas casas da cidade grande e arredores ficam mais habitadas nesta altura do ano. Faça frio ou chuva, as mães lá da terra, vestidas com as suas batas de cerimónia, vêm abrir as janelas, logo de manhã, para arejar as casas.
 
As mães provincianas já estão quase todas viúvas. Os seus homens reinaram sobre elas até à morte deixando no seu lugar a solidão e o vazio. Já lá vão os tempos em que o Natal cheirava a filhoses e a lenha queimada. A casa grande está agora fechada e fria e as mães provincianas vêm resgatar o Natal na cidade, entre os risos dos netos e bisnetos, das luzinhas que piscam e dos embrulhos enfeitados com papel de todas as cores, esperando e contento aquela lágrima nostálgica que há-de cair à meia noite, na noite de Natal.
 
Procuram nos lares citadinos dos seus filhos e netos, o calor natalício (que agora cheira a Calvin Klein e Ferrero Rocher), um lugar para se sentirem úteis nem que seja só por uns dias; uma ocupação, como abrir as janelas de manhã até as luzinhas se apagarem e regressarem para o seu canto a reviver memórias.
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