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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

"O Segredo" a Custo Zero

Parem tudo!!
Há uma mulher, divorciada (coincidências...) que publicou um livro intitulado “O Segredo”. A autora chama-se Rhonda Byrne e o livro pode ver-se agora à venda no nosso país na Fnac e nos grandes hipermercados. É uma obra que já vendeu milhões de exemplares e arrastou milhares de fiéis seguidores. Até o nosso país de brandos costumes está a aderir a esta febre, quanto mais não seja pela curiosidade acerca dos testemunhos a que a comunicação social vem dando destaque.
Afinal, que Segredo é esse de que tanto se fala?
Eu diria que é, muito provavelmente, o livro de auto-ajuda mais sintetizado que alguma vez foi escrito. É poderoso, quase tão poderoso como o “Conversas com Deus” de Donald Walsh, mas talvez mais fácil de assimilar.
O tema não é novo, o que muda é o seu conceito metafórico original. Trata-se de uma abordagem diferente de “Deus” – Perceber que Deus afinal é a força que une a mente das pessoas (que a autora denomina “lei da Atracção”), e, em última instância, que “Deus” é a nossa própria força nivelada pela capacidade que temos de acreditar, confiar ou ter fé em nós mesmos (optimismo).
No mundo ocidental, a velhinha religião católica há muito que está em crise e as alternativas com que nos deparamos acabam por funcionar como um novo marketing de ideias que iludem as mentes mais susceptíveis ao mesmo tempo que alguns “iluminados” vão aproveitando para extorquir dinheiro das pessoas. Ora, as pessoas não são parvas, além de que estão a ficar cada vez mais despertas e esclarecidas (e também cada vez mais cépticas) mas ainda assim, há quem não se importe de substituir o dízimo ou a esmola aos pobres por um livro que promete mudar as suas vidas.
Ora, o verdadeiro “segredo” vive dentro de todos nós. Quando é que ele se nos revela!? Normalmente após batermos bem no fundo e conseguirmos (milagre!!!) alcançar novamente a superfície, lançando-lhe um novo olhar. Ou seja, voltarmo-nos para dentro de nós mesmos e acreditar que somos capazes. Eu acredito. Nem sempre foi assim mas garanto-vos que resulta. Afinal…
HÁ VIDA DEPOIS DO FIM DO MUNDO (E NÃO É NADA MÁ!)!;))
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6 comentários

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    AL 14.11.2007

    Olá,

    Essa ideia do fast-food está muito bem metida!:)

    O Paulo Coelho é um bocadinho lírico, mas acredito que também sirva de inspiração para muita gente. Julgo que o seu livro mais famoso foi "O Alquimista" que´, por acaso, até é um livro inspirador, depois utilizando a mesma receita, escreveu muitos outros que ainda continuam a vender bastante. Ok, nada contra. Nunca li o livro que recomendas, mas o título não me é estranho. É de quem?

    Eu recomendaria vivamente "O Sidharta" do Herman Hess, "O Optimismo" de Alberini ou "Palavras do Coração" do Dalai Lama. São tudo livros que abordam o tema e que, de uma forma ou de outra, nos ajudam a olhar a realidade sob um olhar diferente.
    Os livros ensinam-nos muito, mas é com as nossas expiriências que aprendemos. Não se consegue dar um manual de instrucções para a vida e distribui-lo por toda a humanidade porque todos somos relativos e não temos todos o mesmo nível de percepção da realidade (o mesmo nível de cosnciência) e a auto-disciplina mental não vai lá com escritos (acho eu).
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    EuMesmo 14.11.2007

    Olá,
    O Livro de que falo é do José Saramago.
    Os outros que referes nunca li, mas tentarei levar em conta a tua sugestão em futuras aquisições, e digo que tentarei levar em conta porque tive que começar a fazer uma espécie de gestão devido à falta de tempo para ler, precisei de “roubar” tempo ao sono para conseguir ler alguma coisa. Ainda recentemente tive que me conter para não adquirir mais por agora, pois ainda lá tenho uns quantos que quero mesmo ler sendo que 2 ou 3 não são nada pequenos.
    Acho que os livros ensinam-nos essencialmente (ou podem ter esta função) a pensar, ajudam-nos a apurar o sentido critico, mas não nos ensinam nem têm essa função, de nos dizer como pensar e o que pensar, alguns de muito sucesso Comercial tentam esse objectivo, e aqui é apenas voltar a ler teu post , o meu comentário anterior.
    Concordo plenamente com o que escreveste, não se consegue dar um manual de instruções para a vida, todos diferentes todos iguais , e todos nós temos o nosso próprio e distinto manual, chamamos-lhe frequentemente maturidade, onde lhe vamos acrescentado os capítulos das experiencias, umas vezes bem guardados outras vezes com necessidade de serem reescritos ou redundados.
    Obs: Abençoado Flip Online, nunca mais perco a mania de escrever "Própio", hehehe
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    Márcio Branco 14.11.2007

    Tenho imensas clientes que já pediram a minha opinião sobre o livro e eu acho que acima de tudo temos de estar preparados para aceitar o positivismo. Digo isso imenso, durante as consultas, se não tivermos positivismo para enfrentar os desafios, nunca poderemos ter sucesso.
    Eu já li o livro e se é através dele que milhares de pessoas descobrem o positivismo nas suas vidas, então estou a 200% a favor dele :-) Claro que quem o vai ler à espera de solução tipo comprimido que compra na farmácia vai ficar desiludido e serão ainda mais cepticos acerca desta temática.
    Talvez por ter a actividade que tenho, que acredito na positividade em nós e nos outros e se enfrentarmos a vida com positividade então nunca seremos derrotados, poderemos algumas vezes não sair vencedores mas derrotados nunca.
    Não li no livro nada que não aplicasse antes, ou não li nada que não estivesse consciente para isso mas é sempre de realçar este tipo de temáticas e ainda por cima num livro que consegui ter uma boa publicidade e atráves dele muita gente conseguiu adquirir energia e força que pensavam não ter.
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    EuMesmo 15.11.2007

    Entendo perfeitamente o seu ponto de vista, e não deixo de concordar com ela, se é a forma de uma pessoa melhorar, então que leia o livro, mas que aprenda algo com ele e que tenha algum sentido critico em relação ao mesmo, ou seja que não se deixe ficar dependente do livro, pois se por uma qualquer razão aparece uma corrente a por em causa o que se diz no livro, creio que muita gente acaba por ficar pior, pois é como se lhe tirassem o tapete debaixo dos pés.
    Eu até acredito nos positivismos, etc , etc , mas para mim isso tem a ver com a forma como se aborda as coisas, os problemas, perante os problemas se tivermos uma atitude derrotista, é claro que eles não se resolvem e só têm tendência a parecer e ser cada vez piores, mas uma abordagem positiva é logo muito diferente, podemos não resolver o problema, mas no fim estaremos concerteza mais esclarecidos, aprendemos algo mais, que nos ajudará a evitar algo idêntico no futuro ou pelo menos a evitar o impacto.
    na parte final você diz uma coisa, que é daquelas coisas que toda a minha vida, desde tenra idade sempre me fez alguma "confusão" num contexto mais religioso, ".. através dele muita gente conseguiu adquirir energia e força que pensavam não ter".
    Sempre que via por exemplo a passar na TV as imagens dos peregrinos a cumprir promessas em Fátima, sempre pensei, mas porque é que na sua maioria estas pessoas passam a vida a lamentar-se que não são capazes disto e daquilo, etc , mas depois ali conseguem demonstrar tamanha força interior, alguns se são capazes de enfrentar aquilo são capazes de enfrentar qualquer coisa, a força já esta dentro deles.
    Ontem a noite roubei mais um pouco de tempo ao meu sono e fui pesquisar algo mais acerca deste livro, uma coisa é certa ela decidamente descobriu o suposto "segredo", mas não sei se esse segredo é o mesmo que todos nós julgamos estar a falar, e digo isto porque a inspiração base que deu origem a este livro, veio de um livro de 1910l , com um sugestivo titulo de " A Ciência de Como enriquecer" , ou algo do género , e isso ela conseguiu com toda a certeza.
    Convido-vos a ler aqui neste link
    http :/ sergioalex.blogs.sapo.pt /32874.html
    E esta parte também
    http :/ sergioalex.blogs.sapo.pt /22776.html
    Cumps
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    Márcio Branco 19.11.2007

    Este "segredo" de novo não tem nada, isso é sabido ou pelo menos é algo que quem já procurou algumas soluções para viver de uma forma mais equilibrada sabe. Desde os monges tibetanos a outras filosofias orientais que se sabe que uma atitude proactiva e dinamica, positiva e de aceitação daquilo que acontece na nossa de vida com uma perspectiva de mudar para melhor que nos ajuda a ultrapassar metas e a vencer obstaculos.
    Nem duvide que a grande dificuldade na nossa vida somos nós mesmos e o nosso pensamento negativo de que não vamos conseguir. Claro que eu se desejar ser rico, amanhã não irei acordar rico, mas uma atitude minha nesse sentido, provavelmente fará com que eu me dedique mais ao trabalho, me dedique a investir em certos negócios e com isso ganhe alguma estabilidade financeira e possivelmente com o tempo pdoerei ficar rico.
    A autora do livro conseguiu gerar uma boa publicidade e vive agora dos rendimentos do livro, ainda bem para ela :-) O que ela diz não é mentira nem charlatanice, mas a verdade é que muitas pessoas não estavam atentas ou desconheciam estas questões e ficaram mais alertas e com isso poderem discernir melhor a vida pessoal e definir planos e objectivos.
    O ser humano necessita de acreditar em algo, de ter uma motivação para agir, quer seja um deus ou mantra a seguir. Mas temos de ter alguma coisa. Isso não é negativo, porque nós temos uma dimensão que mais nenhum animal tem, que é noção espiritual e de divação. Nós podemos pensar em todas estas questões e até os cepticos acreditam em algo, acreditam que nada existe.
    Existe sempre um factor e esse factor é que nos faz agir em conformidade. Dou-lhe um exemplo que uso muito :-) Muitas vezes discute-se que a maioria dos portugueses lê pouco, que não lê os clássicos. Eu acho mais preferivel que mil leiam a revista "Maria" que apenas 10 leiam os clássicos. Mas não, os clássicos é que é leitura.
    O importante é a acção, quer seja agir por fé, por motivação pessoal, por cepticismo, etc.
    Mas agir :-)
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