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Diário de uma divorciada

Cogitações

 

Isto hoje está calminho, não se passa nada. Está sol, é feriado em Lisboa e aqui por Sintra há muitos serviços fechados. O fim-de-semana, vou passá-lo a estudar. É praia que eu não aproveito mas tal como digo à minha filha, não se pode ter tudo… ao mesmo tempo.
É bom ter um objectivo; é bom ter este objectivo. O curso sempre foi algo que eu quis muito e dá-me imenso prazer ir cumprindo as etapas: desde o stress da preparação para os exames até à euforia da saída das notas, é tudo indescritível!
O mundo torna-se mais inteligível à medida que vamos aprendendo. Os livros sempre me acompanharam. Com eles já viajei pelo mundo, já fui velha, criança, ri, chorei, amei e parti vezes e vezes sem conta. E não, não é que queira afastar-me da realidade, porque gosto bastante do meu mundo real, mas, sei lá, acho que preciso sempre deste condimento. Costumo auto-designar-me de aprendiz; tenho uma mente muito curiosa e irrequieta: observo, procuro saber, penso e volto a observar… Foi assim que fui desenvolvendo o meu espírito crítico.
Por outro lado, o meu regresso à solidão obrigou a encarar-me e a reencontrar-me. Quantas vezes,  sentindo-me infeliz, me perguntei: “crescer é isto?”. Não, não era. Crescer é sermos nós próprios mas com mais sabedoria.
É incrível a maior rapidez com que uma pessoa apreende o mundo quando consegue estar só e em silêncio; a calma e a paz que se conquista… E o melhor de tudo é o reencontro com a nossa essência, o regresso à nossa identidade. Não significa que uma pessoa ao lado de outra não consiga desenvolver-se e auto-realizar-se, mas para isso acontecer, tem que se escolher com cuidado, sem nos deixarmos levar pelos acasos da vida. Há seres muito ruidosos que chegam a interferir com o nosso carácter e a impedir-nos de avançar.
As pessoas não sabem, muita gente não tem consciência de si enquanto ser autónomo. Acreditem: não têm que viver na sombra com medo da solidão, pois a solidão pode ser o vosso passaporte para a liberdade e paz de espírito. Somente quem passa pela solidão construtiva alcança o discernimento necessário para escolher quem quer por companhia.
Pensando bem, as pessoas são um pouco como o livros, cabe a cada um decidir o que lhe interessa ler.

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