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Diário de uma divorciada

Sem sexo na cidade

Poderia ser a história da minha vida desde há uns tempos para cá, mas não. É apenas um trocadilho.

 
Ir sozinha ao cinema nem sempre é uma experiência agradável, especialmente quando uma pessoa abanca, toda satisfeita, numa fila vazia e, instantes depois do filme começar, se senta à sua direita uma senhora cujo telemóvel não pára de tocar e à sua esquerda uma roedora de pipocas. Valeu-me o filme ser interessante: o “Sexo e a Cidade” sempre foi uma das minhas séries de culto, vi os episódios todos e até tenho o livro. Assim que soube que o filme ia estrear em Portugal, mal me apanhei com um bocadinho livre, zuca, aí vai ela!
 
Não vos vou contar o enredo, mas posso garantir-vos que, tal como a série, este filme é um verdadeiro hino à amizade e cumplicidade femininas, o que só por si, já justifica.
 
O que me entristeceu foi o fechar do ciclo; por um lado, a bem merecida coroação da série, mas por outro, o seu “Happy End”. É que, como toda a gente sabe, “Happy End” num filme para gajas significa, para não variar, acabar tudo em casamento. E entristeceu-me porquê!? Porque... porque é bom e saudável viver o hoje e o agora e deixar o amanhã para depois, para quando chegar a altura. Só que com o passar do tempo, a altura acaba sempre por chegar, não é? Estas quatro meninas, por exemplo: uma delas até comemora o seu meio século de existência no filme.
 
Tudo começa e tudo tem um fim, o próprio “Diário de uma divorciada” um dia também vai ter que acabar. Em livro ou em casamento, isso eu ainda não sei. Se bem que a segunda hipótese me pareça pouco provável. Ao que consta, a idade limite para uma mulher se casar vestida de noiva são os quarenta anos, a partir daí, já se torna um bocadinho despropositado. Quatro anos são quantos os que me faltam para chegar aos quarenta e eu nunca me vesti de noiva. Na verdade, nunca fiz muita questão, mas pensando bem, até era capaz de ser giro, desde que fosse ao lado do tal...
 
Quatro anos! Quatro anos serão suficientes para me deixar contagiar pelo sonho romântico do vestido branco, conhecer o homem da minha vida e entrar no velho conto de fadas do “e foram felizes para sempre”? Não sei, mas parece-me um bocadinho apertado. Se não aconteceu em trinta e seis anos...
 
Calma, não se entusiasmem ainda! Não se livram de mim assim tão depressa! Esperem só até me passar o efeito do filme...

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