Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma divorciada

Sondagem

Quando se fala em emancipação feminina vêm-nos logo à ideia o quadro de mulheres bem sucedidas que já não precisam de submeter-se a uniões insatisfatórias apenas por não terem meios económicos para se sustentarem.
Algumas coisas mudaram nesse sentido, mas há uma realidade social crescente que não é muito valorizada: o facto de existirem muitas famílias monoparentais predominantemente encabeçadas por mulheres.
Somos independentes, conseguimos avançar alguns passos, mas continuamos a ser prejudicadas. O problema é que não podemos queixar-nos porque se nos queixamos, ou estamos a armar-nos em vítimas ou somos más mães.
Não vamos desculpar-nos com as políticas do governo nem dissecar aqui as razões porque continuam os homens, no geral, a ser melhor pagos pelo seu trabalho do que as mulheres. Vamos tentar ver a questão numa perspectiva mais prática e objectiva.
Gerir uma casa é como gerir uma empresa. Normalmente, um casal médio, com um agregado de 3 pessoas entra com um saldo positivo equivalente a dois salários mensais a partir dos quais vão ter que pagar a prestação da casa, a água, a luz, o gás, telefone, carro, alimentação, vestuário e actividades de lazer. Anualmente contam com 28 salários para fazer face às despesas mencionadas.
Uma mulher, com um agregado de 2 pessoas conta com 1 salário para fazer face às mesmas despesas (no que toca aos encargos com a casa, o valor é exactamente igual à situação do agregado com 3 pessoas). Por ano, conta com 14 salários, com a agravante do valor desses 14 salários corresponderem, normalmente, não a metade dos 28, mas a um pouco menos.
Ok. Problema identificado. Agora as possíveis soluções:
1ª - Trabalhar mais, de forma a levar mais dinheiro para casa, abdicando, por exemplo, dos fins-de-semana, diminuindo, consequentemente, o tempo de convívio com os filhos e a sua própria qualidade de vida.
2º - Dividir a casa com uma amiga na mesma situação.
A primeira solução é a mais comum. Já a segunda, raramente se verifica. E eu questiono-me: porque é que uma pessoa só pode dividir as despesas com um companheiro (marido ou namorado)? Onde é que isso está escrito?
Assim, surgiu-me uma ideia: talvez não fosse mal pensado colocar o diário ao serviço da comunidade e promover aqui uma espécie de rede solidária feminina. Preparar uns anúncios, pôr as pessoas interessadas em contacto e ver o que acontece, mas antes disso, gostava de contar com a vossa opinião e algumas sugestões de como colocar esta ideia em prática.
Bora lá?
 

14 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D