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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

02.Abr.08

Maus negócios

Resolvi fazer um balanço de todos os meus relacionamentos amorosos passados e depois de muito esforço ocular e técnicas de concentração para não adormecer, uma vez mais, sobre tão pertinente assunto, cheguei a uma conclusão, no mínimo, contraditória. Passo a explicar:
Sabendo eu (como mulher moderna e esclarecida que obviamente sou) que uma pessoa se torna cada vez mais exigente à medida que o tempo avança e que essa exigência se transformará, a médio ou longo prazo, numa armadura de defesa à sua conquistada independência, não me foi difícil deduzir que tal prática repetida, conduzirá, inevitavelmente, à solidão perpétua.
Ora, num ou noutro momento de fraqueza (quiçá numa tentativa de me desculpabilizar ou com medo que o monstro, que os livros de psicologia e as amigas mais solidárias garantem cientificamente estar debaixo da cama, me puxe o pé quando for a levantar-me) dei por mim, por mais do que uma vez, a deixar passar pequenas particularidades que seria suposto fazerem-me perder o interesse no outro:
É baixinho demais? – Não há problema, na horizontal não se vai notar nada…
É velho demais? – Melhor, já tem mais juízo e paciência para me aturar…
Não é muito atencioso? – Paciência. É da maneira que também não exige muito…
É possessivo? – É sinal que gosta mesmo de mim…
Alto e pára o baile!
Então eu aceito-os com defeito de fabrico e ainda sou eu a fazer o desconto!?
Foi bem meditado, não foi!? (afinal, parece que sempre sou eu a culpada…)
A partir de agora vou mudar a minha atitude! Fechou a loja! Chega de aceitar material contrafeito! Querem descontos vão aos saldos ou à feira de Cascais…
E tenho dito!
Reabre brevemente com (re)nova(da) gerência.

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