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Diário de uma divorciada

Testemunhos XVI

Em primeiro lugar quero lhe dar os parabéns pois seu blog é fantástico.
 
Tudo começou por causa da nossa bendita internet em 2002.
Em casa, num serão com o meu marido, estávamos vendo os mails que tínhamos. Em conversa com os nossos vizinhos do andar de baixo, um casal também novo com uma filha da idade do nosso filho em que geralmente ao fim de semana da tarde nos encontrávamos no jardim do prédio com os filhotes, o meu marido falou para o nosso vizinho que tinha em casa um mail espectacular e que depois eu enviaria para ele, do meu serviço, porque o nosso servidor era muito lento. E assim foi: ele deu-me o seu e-mail e eu, numa segunda feira, enviei. O meu divórcio começou nesse dia: o meu vizinho agradeceu e elogiou a minha elegância. Conversa puxa conversa e fomos criando uma empatia e vontade tremenda que chegasse o dia a seguir para podermos conversar por e-mail.
 
Os fins de semanas começaram a ser angustiantes para mim. Queria era despachar depressa para ir com o miúdo lá para fora para poder ver o meu novo amigo e ele vice-versa. Íamos acompanhados pelos nossos respectivos. Um com o outro mal falávamos pessoalmente. Eu falava com a mulher dele e meu marido então, com ele. Resumindo: nos apaixonamos tremendamente, e se isso aconteceu foi, certamente, porque o meu casamento e o dele não estavam bem.
 
Eu pedi um tempo ao meu marido, expliquei que não me estava a sentir bem, que estava muito confusa, ele disse que tempos não haveria, partia-se para o divorcio ou não. Acabei por confessar que estava apaixonada pelo nosso vizinho e pedi-lhe o divórcio porque assim estava a fazer-me mal. Ele ficou revoltadíssimo. Saí de casa no mesmo dia e começamos a tratar dos papeis. Semanas depois o meu vizinho estava a fazer o mesmo: sai de casa e pede o divórcio.
 
As minhas noites eram constantemente com mensagens do meu marido no telemóvel a ameaçar-me das mais terríveis coisas, mas eu, sempre com o discernimento de nunca dar resposta e manter-me firme, pois tinha um filho e ele precisava da máxima paz e tranquilidade possível, mas foi um tormento!
 
Após o divórcio eu e o Z nos juntamos e a minha vida tornou-se um inferno porque tanto o meu ex-marido como a ex-mulher dele, resolveram nos infernizar a vida! Entretanto meu ex-marido casou-se com uma colega de serviço e eu pensava que as coisas iriam acalmar mas não, foi pior ainda (ela devia lhe injectar veneno, só pode).
 
Os problemas com a ex do Z também continuavam. Uma vez, ela foi atrás de nós quando fomos dar um passeio e estávamos parados junto a um miradouro à conversa. Ela abriu a porta do carro e espancou-me feito louca e eu nem um dedo levantei a ela, nem um pontapé... senti parece que Deus estava me protegendo, ajudou-me claramente a não revoltar-me. Isto tudo feito diante da própria filha dela. Foi simplesmente horrível. Só não fiz queixa por causa da filha deles que precisava da mãe eu não queria ser a causa de pôr a filha a sofrer. Hoje em dia arrependo-me, não sei se foi o melhor que fiz.
 
Entrei em depressão. Consultei um médico psiquiatra para me ajudar e durante quatro anos andei a tomar anti-depressivos. Minha vida com o Z começou a desmoronar; começamos a nos revoltar um contra o outro. Qualquer ataque por parte dos nossos ex era motivo de discussão. Nos amávamos tanto, tanto... e acho que nunca amei assim ninguém. Resultado final: acabamos de vez com o nosso relacionamento após três anos juntos.
 
Após isto vivi em paz com o meu filho e, inclusive, meu ex-marido veio confessar-me que fez tudo por amor e que eu sou a mulher da vida dele, que está casado mas não ama a mulher que está a seu lado, foi uma questão de revolta. E eu pergunto-me: quem ama faz o outro sofrer? A verdade é que ele continua casado com a mulher que não ama, ao mesmo tempo que anda com outras mulheres.
 
Eu refiz a minha vida, que felizmente está correndo muito bem e ele nunca mais resolveu me infernizar, até porque lhe avisei que a próxima brincadeira de mau gosto que me fizesse, eu mostrava à mulher dele as mensagens que ele me enviava quando eu estava sozinha. Foi remédio santo! Ele ficou “com o rabo preso” como se diz e deixa-me viver em paz, sendo agora muito meu amigo (claro, convêm!).
 
"Débora"

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