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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

14.Mar.08

Testemunhos: XIV

Conheci aos meus 19 anos aquele que viria a ser meu marido. Temos ambos a mesma idade, diferenças de culturas (ele vem dum bairro problemático, eu de uma povoação pacata no Minho) e uma diferença de personalidades que eu só há algum tempo admiti. Namorámos pouco tempo, e eu que sempre disse q não me queria casar acabei por aceitar o pedido dele tendo também em conta que segundo a minha avó, estar "junta" fica mal e os vizinhos falam...
Pois bem, casamos e começam pouco tempo depois os problemas. Os ciúmes e o sentido de posse estavam na ordem do dia. Deixei de fazer e ser quem era em prol do que eu achava certo, que era lutar pelo casamento e relação que eu havia escolhido. A relação familiar não era das melhores pois a nossa relação como casal nunca foi muito bem aceite dadas as proveniências de poucas posses do meu marido e as discussões acerca de uma ida para Almada eram constantes. Sempre neguei essa hipótese. Entretanto, devido á falta de emprego aqui na terra ele vai para Almada trabalhar e eu fico em casa (da minha avó que foi sempre onde moramos) e continuo a trabalhar e a levar a minha vida normal. Os ciúmes agravam-se pois uma mulher casada não tem nada que sair a meio da semana para ir ao shopping fazer compras ou ir numa tarde livre tomar café com amigas...

Engravido e ele volta para o Minho pois quer ver o filho crescer... mentira, nunca se preocupou em saber como seria dali para a frente e nunca me apoiou nas minhas leituras de preparação para o grande momento e posteriores acontecimentos (um filho é uma grande responsabilidade).  A meio da gravidez depois dum problema, resolve fazer as malas e diz que se vai embora, vem quando o filho nascer e contribui com o que for necessário.
Tinha "amigas na net" essa era a razão da sua saída de casa! Depois de muito me ver chorar resolve voltar atrás. Passado algum tempo, faz a mesma fantochada e volta novamente atrás. O menino nasce e nessa noite, em vez de estar lá comigo, estava em casa a teclar com as "fofinhas". Apanhei sms's e confrontei-o. Negou como cobarde que é. Contactei uma das amigas que me insultou e ainda por cima fui chamada á atenção por ele pois não tinha qualquer direito de fazer o que fiz.
Chorei muito, muito mesmo  e o pior é que todas as minhas amigas se tinham afastado devido ao facto de eu não poder fazer nada com elas, nem um simples café.
Passado algum tempo levantou-me a mão pela 1ª vez, não, não me bateu mas, o gesto já assusta, pediu desculpa e eu ( burra) perdoei. O mesmo gesto voltou a repetir-se e eu voltei a perdoar.
Neste Verão passado resolvi conhecer pessoalmente um amigo virtual com o qual já desde o inicio do ano de 2007 vinha a falar. Ele nunca soube dos meus problemas conjugais, até ao mês em que eu fazia 6 anos de casada (julho 2007). A amizade manteve-se mas, mais acentuada e sempre com um afecto e uma palavra carinhosa e de força para me dar. Depois de nos conhecermos pessoalmente, passamos a dar-nos ainda melhor, combinamos mais cafés e a cumplicidade aumentou e o carinho e desejo também. Resisti ainda algum tempo a estas novas sensações que o meu coração me obrigava a sentir, até que cedi. Estava carente e cedi mas, não foi por estar carente apenas que cedi. Foi por achar que mereço ser feliz  e mereço alguém que me ouve, me ajuda e me mima. Como todos podem ver no blog dos príncipes a nossa relação vai muito bem, Fazemos planos juntos e queremos um futuro juntos.
Ainda não me divorciei mas, estou a prepara-me para isso. Não aguento esta situação não só porque é uma infidelidade mas, também porque estou farta das pressões do meu marido, das discussões, das perguntas, das acusações de tudo! E tenho consciência (ao contrário do que pensei anteriormente) de que esta não é a melhor situação para o meu filhote. Não sei exactamente o que me espera mas, tenho a certeza de que pior do que já passei não virei a passar pois não vou deixar que ninguém me diga como ser nem que amigos ter.
Sou mais, eu, mais mulher, mais mãe e acima de tudo gosto mais de mim. Obrigada ao Príncipe por me ajudar a concretizar isso e obrigado a si que me deu esta oportunidade de desabafar.
Bjokas, Principescas
T.

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