Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

12.Mar.08

Testemunhos: XII

Eu sou apenas mais uma das do clube das div.; ás vezes para nos contentarmos dizemos divertidas, mas não, o nosso clube é mesmo o das divorciadas.
Vivi um casamento de 23 anos e para sempre sincera, chegando aquele ponto, até já pensava na festa das bodas de prata, embora fosse mais uma festa para cumprir o calendário. Um dia ele equacionou sair de casa e logo surgiu aquele frase: "se saires, não voltas a entrar". Daí ao divórcio foram uns escassos 4 meses em que as emoções se sucederam, desde a raiva à euforia quando me senti de novo uma mulher livre  e nova para uma nova vida... Não foi fácil depois de tantos anos, renascer de novo, porque é disso mesmo que se trata.
Na época das lamúrias e das consolações uma amiga  disse-me: "Um dia ainda lhe vais agradecer por ter sido ele a acabar com um casamento sem chama". E é verdade, agradeço mesmo, embora deteste o estatuto que a mulher divorciada tem na nossa sociedade, ou seja, a  mulher divorciada é vista como uma potencial "atiradiça" aos maridos das outras, das "mal casadas"....
Agora, levo uma vida calma, não há mais discussões ou "caras feias a entrar na porta. Voltei a apaixonar-me como nunca sonhara poder voltar a acontecer, vivi (porque já acabou) uma grande paixão, uma cumplicidade difícil de encontrar, que só os revezes da vida não permitiram a continuidade.
Não deixei de acalentar o sonho de encontrar alguém especial, que me faça de novo vibrar e ao lado de quem possa crescer como mulher…
Posso morrer sem concretizar os meus sonhos mas não quero deixar de sonhar porque senão posso morrer mesmo estando viva…
Fernanda

6 comentários

Comentar post