Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

22.Fev.08

Distracções

Ia eu, toda esbaforida, a sair do Centro de Saúde quando me cruzo com um gentil cavalheiro (e giro, por sinal!) que se afasta, no passeio, para me dar passagem. E eu a avançar, toda decidida, que o dia estava quase no fim e urgia voltar ao trabalho.
Mal acabo de passar, ouço, num tom irónico:
“- Obrigada!?”
Olho para trás e vejo o indignadíssimo homem especado a olhar para mim (foi quando reparei que era giro! ehe). Senti-me, de facto, envergonhadíssima e, na altura, achei que ir lá e pedir-lhe desculpas (e já agora ver mais de perto), era o mínimo…
 “- Obrigada, tem toda a razão! Sabe, eu vinha justamente a pensar na falta de polimento de algumas pessoas, como os funcionários ali do Centro de Saúde…”
Pela cara apalermada (mas ainda assim giríssima) dele, acho que ainda é capaz de ter-se sentido mais constrangido do que eu me sentira momentos antes (não sei porquê, estava só a ser bem educada, ora!).
Ando com umas “tácticas” muito à frente. Ai, ando, ando! Pena é não conseguir levá-las até ao fim, já que logo a seguir, virei as costas e fui à minha vida que ainda tinha muito que fazer no escritório.
Ficou-me a dúvida: e se acaso se tratasse do tal (sim…?), do esperado (como…?), do prometido… (vá, lá, desembucha!). Pronto, está bem: do príncipe encantado!?
 Pois nunca vou saber, mas, também não faz mal, as lendas devem manter-se no lugar a que pertencem.
Pelo sim, pelo não, não tinha perdido nada em perguntar-lhe, assim de uma forma discreta, como quem não quer a coisa:
“Olhe, desculpe, onde é que estacionou o cavalo?”
Se fosse o gajo, tenho a certeza que se descaía.

12 comentários

Comentar post