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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

20.Fev.08

Sentimentos móveis e um imóvel

O Carlos quer mudar de vida. Está casado há treze anos mas as coisas já correm mal há pelo menos seis. Na verdade, já há imenso tempo que o ouço a queixar-se: que a mulher é insuportável, que está sempre a deitá-lo abaixo (os chamados maus tratos psicológicos, estão a ver?) e a quem ele até já perdoou duas infidelidades. Resultado: acabou por conhecer, há pouco tempo, uma loura incrível, solteira e boa rapariga por quem está completamente apaixonado. A vontade que tem, diz ele, é divorciar-se imediatamente e mandar tudo à fava para refazer a sua vida ao lado daquela que diz ter a certeza ser a mulher com que sempre sonhou. Até aqui, tudo bem. Mas (e há sempre um mas) estas coisas nem sempre são fáceis: o que fazer à casa ricamente mobilada que construiu com o seu dinheiro mas onde se encontra a viver com a sua (ainda) actual esposa? E para onde ir viver com a loura que lhe deu a volta aos pirolitos?
Querido e amado Carlos, tudo na vida tem solução.
Como sabes, o país está a atravessar uma grave crise imobiliária e há construtores que estão, como se costuma dizer, “com a corda na garganta” e dispostos a aceitar qualquer tipo de proposta. Então, porque não tirar proveito da conjuntura?
A ideia é a seguinte:  procura a casa para onde gostarias de levar a mulher da tua vida e propõe uma permuta do imóvel que te pertence, por direito, com recheio incluído. TODO o recheio, entendido!? Só te digo uma coisa: se o negócio pegar, não só ficas livre para amar sem remorsos como ainda és capaz de estar a contribuir para inovar dois sectores: o do imobiliário e o dos casamentos defuntos.

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