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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

18.Fev.08

Eu, aprendiz

- É difícil viver sem um relacionamento amoroso?
- É uma questão de hábito. Mais difícil do que viver sem um relacionamento amoroso é resistir a relacionamentos-remendo.
- E o que são relacionamentos-remendo?
- São aqueles relacionamentos que as pessoas aceitam apenas para não estarem sós.
- Depois de uma ou mais relações fracassadas, deixa-se de acreditar no amor romântico?
- Não necessariamente; desde que se compreenda que nem as relações nem as pessoas são iguais…
- É possível uma pessoa ser feliz na solidão?
- Se a solidão for sentida, é difícil, mas a solidão sentida pode existir mesmo com uma companhia ao lado; se for uma solidão de circunstância como no caso de uma pessoa que se divorciou, pode até ser positiva porque nos ensina outros valores.
- Que outros valores?
- Por exemplo aprender a gostar de nós próprios, independentemente de se ter ali alguém a alimentar-nos o ego.
- É verdade que as pessoas quanto mais tempo estão sozinhas mais frias e insensíveis ficam?
- Isso é um mito. O facto das pessoas serem queridas e atenciosas para com os outros tem que ver com a sua própria maneira de ser e com a forma como se sentem com elas mesmas. É claro que se uma pessoa não se aceitar como é ou estiver zangada com o mundo por causa de algo que lhe aconteceu, tende a ser mais agressiva e fria, mas os motivos são diversos.
- O que é que há de diferente entre o amor aos 16 e o amor aos 36?
- O amor aos dezasseis é uma tempestade que arranca tudo por onde passa, aos 36, o amor é mais uma brisa que refresca e apazigua.
- E a paixão?
- A paixão, essa é sempre igual. A única diferença é que aos dezasseis, apaixonamo-nos mais frequente e facilmente.
- Existem relações perfeitas?
- Nem relações perfeitas, nem pessoas perfeitas. O que existe são pessoas que encaixam melhor que outras.
- É verdade que o amor tem várias formas?
- Na sua demonstração, o amor pode ter infinitas formas.
- E qual será a forma perfeita do amor?
- Será o sentir porque sim, o sentir desinteressado e incondicional. Normalmente, numa relação amorosa, o sentido de posse e/ou obrigação acaba por matar o amor.
- Isso prova que o amor pode não ser eterno?
- Isso prova que nem a própria eternidade dura para sempre, pelo que, há que cuidá-la para que dure o máximo tempo possível, o que até pode ser uma vida inteira, não sei...

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