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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

21.Dez.07

Cacos e Plumas

Quem é que não teve já que enterrar um amor vivo? Ou por não ser correspondido ou por ter sido rejeitado ou mal compreendido…  
Ainda assim há amores que resistem a quase tudo. E quando pensamos que os mesmos já tinham passado à história, eis que um dia percebemos que, afinal, ainda permanecem.
É difícil sabermos um amor mesmo ali, dois palmos abaixo da nossa consciência e não podermos salvá-lo, não querermos salvá-lo.  É difícil sentirmo-lo a arranhar-nos as entranhas e a pulsar forte; ouvirmos os seus gritos aflitivos a pedir por socorro, a clamar por liberdade e nós a viramos a cara enquanto cantarolamos, por dentro, qualquer coisa tola como o “atirei-o-pau-ao-gato” para dali desviarmos a nossa atenção e nos concentrarmos num futuro diferente, sem carregos de cinzas no espírito.
Tudo porque, no nosso íntimo, sabemos e temos a certeza que a vulnerabilidade dos sentimentos é manipuladora e momentânea, e também sabemos e temos a certeza que mal libertemos um amor oprimido, ele nos atacará outra vez e nos dilacerará ainda mais a alma, que até já estava quase, quase cicatrizada.
A solução!? Para além da fuga estratégica, podem usar-se alhos, cruzes, santos e amuletos.
“A mãe já vai!”

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