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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

14.Dez.07

Materialismos

- Mãe, roubaram-me o telemóvel” – choramingava a minha filha, à saída da escola.
-Ah, foi? Estás a ver!? Percebes agora porque é que a mãe nunca te deu um todo “xpto” como tu querias!?
- Oh, mãe, mas agora fiquei sem telemóvel!! – devolve-me ela, intensificando o pranto.
E foi isto até chegarmos a casa. Deixei-a chorar à vontade para ela aprender a ser mais responsável. Até que, a certa altura, lá intervi:
- Bem, agora já não há nada a fazer. Deixa estar que nós logo resolvemos a situação!
- Tenho que acrescentar um telemóvel à minha lista de Natal (!?)
- Vê lá não te estiques muito, que o Pai Natal este ano está muito magrinho e não pode carregar muito peso.
- Ah, então se é assim, vou pedir um com câmara fotográfica; os mais modernos não pesam quase nada, mãe – responde-me ela a rir às gargalhadas com a cara ainda molhada de lágrimas. Choro e riso (sol e chuva) parecia um arco-íris.
- Dida, não se pode ter tudo….
- … Ao mesmo tempo!! – remata ela já completamente refeita. Dali a pouco ouço cantoria no duche. Mais um “Happy End”. Fixe!
Tenho uma filha muito despistada, já me habituei. Até porque a pequena tem a quem sair (coff, cof…). Mas agora, só aqui para nós que ela não nos ouve: para quem me chega a casa sempre com notas de 90% para cima, taças ganhas no desporto que são vitórias “dedicadas à melhor mãe do mundo”, como ela me diz, que importância pode ter uma porcaria de um telelé!?
Haja saúde!

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