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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

10.Dez.07

Conflitos Emocionais

À parte as carências físicas normais de se estar há muito tempo sem companhia, a forma como sentimos atracção pelos outros tem muito a ver com a nossa disponibilidade afectiva. É uma espécie de “cio” psicológico.
Quando estamos predispostos a envolver-nos com alguém a um nível de compromisso, as pessoas que nos aparecem (e que, obviamente, nos atraem) são vistas como potenciais casos, namorados(as) ou até mesmo maridos(esposas).
Eu, por exemplo, tive um namorado que queria casar-se comigo à viva força. Insistiu durante bastante tempo e como eu mostrei sempre resistência, acabaria por concentrar as suas energias numa outra pessoa, que conheceu entretanto, e passado pouco tempo, casou com essa outra pessoa.
Por outras palavras: para que uma relação funcione, os dois têm que estar sintonizadas na mesma frequência em termos não só de emoções como de expectativas. No meu caso, ainda que eu gostasse daquela pessoa, casar com ela seria um tremendo erro (pelo menos naquele momento) que acabaria por repercutir-se no nosso futuro. A verdade é que ele estava preparado para casar, era isso que ele procurava. E eu não.
Muitas pessoas acham que são movidas, nas suas acções, por estados emocionais inexplicáveis  que, num dado momento e sem como nem porquê, tomam de assalto a sua existência e guiam o seu destino.
Ora, eu, quanto a mim, acho que não se passa bem assim…
A predisposição é algo que está sempre presente em cada um de nós ainda que não o esteja ao nível da consciência. Pode ser a predisposição para nos apaixonarmos ou para ficarmos sós; para casar ou para ficar solteiros, etc, etc…
Baseados nesta ideia, e se estivermos com atenção, poderemos facilmente descortinar a intenção do outro e até prever o futuro de uma relação. A grande dificuldade reside no facto de cada um estar tão concentrado nos seus próprios sentires (à procura do desfrute da embriaguez emocional) que acaba por ignorar os sinais transmitidos pela outra pessoa.
E mais tarde, Charco!

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