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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

06.Nov.07

Técnicas de Caça

Ok. Estar-se sozinha, ser-se independente e desenrascada é óptimo e recomenda-se, mas tal não significa propriamente que uma pessoa queira deixar-se apodrecer na árvore, tipo laranja azeda, enquanto outras se vão transformando em doces compotas.
A questão é que enquanto adolescentes, os namoros surgem de forma quase sempre espontânea, basta para isso fazermos parte de um grupo. A partir dos trinta, é mais complicado. A maioria das nossas amigas estão quase todas casadas e não lhes sobra muito tempo para nós. Por outro lado, é a nossa falta de disponibilidade e jeito para conhecer novas pessoas, seja porque não sabemos muito bem onde procurar seja pela dificuldade da abordagem.
Ora bem, a não ser que invistamos toda a nossa fé no rapaz das pizzas, fecharmo-nos em casa, por norma não resolve.
Eis pois algumas dicas práticas que podem ser aplicadas no dia-a-dia de qualquer comum mortal que mesmo não garantindo uma eficácia a 100%, não são conhecidas quaisquer contra indicações. E quem não arrisca…
-  No Hipermercado é fazer uma ronda à zona de acessórios auto ou de bebidas. Às vezes andam por lá uns tipos interessantes e solitários. Basta apenas uma aproximação, como quem não quer a coisa, seguida de um pedido de opinião sobre um daqueles artigos. Não falha!
- Arranjar um cão para ir passear aos locais onde habitualmente passeiam outros canídeos, acompanhados, como é óbvio, dos respectivos donos. É aconselhável ler um daqueles manuais acerca de raças para haver um tema de conversa inicial.
-  Ir até à praia e “abancar” perto de um tipo giro que esteja sozinho com uma criança (normalmente é divorciado) e, à primeira oportunidade, meter conversa com o petiz.
-  Levar uma criança a um parque infantil. Os miúdos são muito dados e nem demoram cinco minutos para fazer um novo amigo. Com alguma sorte, a outra criança pode lá estar com o pai que por sinal é bom como o milho e está sozinho como nós.
- Clubes de vídeo e bibliotecas: avista-se a “presa” com um filme ou livro na mão e pede-se um parecer técnico acerca do assunto (os afagos ao ego são os mais eficazes – hehe)
- O ginásio também é uma boa coutada. Não há solitário que se preze que não passe pela fase do ginásio. E dá para se ficar ali a olhar descaradamente sob o pretexto de estarmos “só”a ver como a máquina funciona.
Muito importante: não deixar de frequentar a casa dos amigos de sempre, pois ainda que estejam casados, não deixam de ter primos, irmãos, cunhados e até outros amigos.
Assim, de repente, não me ocorre mais nada, mas se quiserem contribuir, estejam à vontade, quanto mais não seja, pela universalidade da causa.
Boas caçadas!

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