Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma divorciada

Indulgências

O meu “ex” odeia-me, apenas porque fui eu quem decidiu pôr um fim à relação. Já passaram quase seis anos e ele continua a não conseguir enfrentar-me, a não conseguir ultrapassar a raiva ou frustração ou lá que sentimento maligno é aquele. Quando se cruza comigo (o que é muito raro) não consegue olhar-me de frente e eu, por minha vez, não consigo conceber a sua atitude, até porque ele já refez a sua vida (voltou a casar) e eu só quero que ele seja feliz, mas noto (noto, pronto!) que ele não está em paz e que, na sua cabeça, a culpa é toda minha!
Fui educada de uma forma muito rígida e moralista. Já me bastou a desaprovação da minha mãe para quem o facto de ter-me divorciado foi uma vergonha e que reza todos os dias para ver-me de novo “arrumada” com um tipo decente.
Desculpe lá, mãe! Desculpe por ter acabado com uma vida de faz-de-conta! E desculpa lá, ex! Desculpa por ter-me fartado de brincar às casinhas!
Desde que estou sozinha, estou mais atenta ao que se passa à minha volta e o que mais vejo são casais que “não encaixam”; cada um vive o seu dia-a-dia de trabalho e quando chega a noite apenas partilham a cama. Sexo, só mesmo quando o instinto de um apela e o outro lá cede porque faz parte ou porque é véspera de fim de semana…
E também vejo outros que se desculpam com os filhos para se manterem numa relação insatisfatória. (como se alguma vez os filhos se sentissem felizes num lar onde não existe amor e muitas vezes, nem diálogo nem respeito!!).
Eu não quero isso para mim! Não quis isso para mim! Ponto.
Ter um marido para ir comigo ao supermercado ao sábado (detesto fazer compras ao sábado) e passear comigo de carro ao Domingo (o passeio dos tristes)!? Não obrigada!
Ver-me a envelhecer e a engordar ao lado de um bebé grande que precisa quem lhe prepare a roupa e a comida? Está bem, abelha!
Vamos lá a ver se a gente se entende: eu não sou contra o casamento. Aliás, eu até acredito no amor e nas relações duradoiras, mas com respeito, com diálogo e sem hipocrisias, por favor…
Agora o que eu abomino mesmo (e lamento se o meu repetitivo discurso ferir algumas susceptibilidades) é viver uma vida ao lado de alguém só para parecer bem à sociedade ou porque não se suporta a solidão.
Pronto. Está dito! E quem gostar gosta e quem não gostar, ponha à beira do prato!

7 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D