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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

18.Set.07

Desabafos Maternais

Antes de ser uma mulher divorciada, sou uma mãe divorciada com todas as dificuldades e alegrias que isso pode acarretar; são dois papéis na minha vida que tenho que conciliar, para além do papel de ser EU, simplesmente.
O papel de mãe é sempre um papel uno e indivisível; é errado que se pense poder ser mãe e pai ao mesmo tempo. É mentira! Acreditar nisso é puro egoísmo e prepotência.
Para uma criança pequena, os seus heróis são os pais, os personagens representativos do mundo adulto que, com as suas atitudes, os vão preparando para a vida.
Uma criança exige-nos uma atenção constante, um esforço constante; precisa de ser incentivada, de sentir segurança, de aprender a caminhar pelos seus próprios pés mas sempre apoiada.
Quantas vezes me questiono se estarei a cumprir bem a minha tarefa… quantas vezes me sinto culpada por não poder acompanhá-la em tudo como desejaria porque tenho que fazer o jantar, ajudá-la nos t.p.c.s  e preparar-lhe o dia seguinte. Porque são sempre assim os dias na vida de uma mãe divorciada: o dia de hoje e o dia seguinte, os meses e os anos seguintes… Não há tempo para se ficar cansada, não posso dar-me ao luxo de pensar “agora não me apetece fazer isto ou aquilo” quando há um futuro a construir todos os dias.
A minha menina dá-me muitas alegrias. Com a separação desenvolveu uma maturidade algo precoce que a faz ver as coisas de uma forma impressionantemente lúcida para a sua idade. Isso por vezes assusta-me; tenho medo que ela cresça antes do tempo, mas também me enche de muito orgulho.
Obrigada, minha querida filha. A mãe só espera poder estar à tua altura, que possas desenvolver-te com uma mente saudável e tornares-te uma mulher realizada e segura de ti, mesmo com os pais separados, e, principalmente, que isso não interfira em nada no teu desenvolvimento harmonioso.
Por enquanto, vamos ambas crescendo juntas, cúmplices e felizes à nossa maneira.

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