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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

11.Set.07

Sozinha e Feliz

O estado civil é um estado que não conta para a nossa realização ou não realização.
O estado de espírito, esse sim é importante: o estado de espírito com que encaramos o nosso dia a dia, o estado de espírito com que enfrentamos os novos desafios, enfim, o estado de espírito que decidimos adoptar para sermos nós próprios, quiçá, muitas vezes, pela primeira vez, podermos ser donos e senhores do nosso destino.
A família é um estatuto hoje em dia muito flexível e um lar pode ser construído e constituído até por um único membro, mas… e até se chegar lá!?
Lembro-me dos meses que se seguiram à minha separação e de como me sentia estranha num mundo todo emparelhado. Eu pegava no carro para ir às compras e ao meu lado só via casais velhos e novos, com e sem filhos. Parecia que o mundo todo continuava em harmonia e que era eu quem tinha mudado de planeta.
Cheguei a lamentar-me, a lastimar-me, a viver obcecada com a ideia de solidão, houve alturas que quase desesperei , trancada em casa como se o mundo lá fora fosse um monstro disposto a engolir-me. À noite era pior: a casa vazia, a minha vida mais vazia ainda e as noites eram um deserto longo e escuro.
Todos passamos por esta fase. Depois (ou antes) vem o momento  em que nos soltamos e só queremos sair, conhecer pessoas, divertirmo-nos e aproveitar como se não houvesse amanhã. Ficamos assim até que nos fartamos e decidimos tomar as rédeas da nossa vida.
Nem todas as pessoas sabem estar sós, mas saber viver só, ainda que muitas vezes seja uma aprendizagem dura, no fim, é muito compensador. Vermos crescer em nós a maturidade, aceitarmo-nos como somos e aprendermos a escolher o nosso caminho é a melhor recompensa de todas.

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