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Diário de uma divorciada

Diário de uma divorciada

04.Jun.07

Amor Virtual

Ao conhecer-te expandi-me para além do meu ser e descobri assim, uma nova forma de amor. Um amor entre o físico e o espiritual; um amor livre de espaço, tempo e matéria: um amor virtual.
Foi através da tua ausência que aprendi a conhecer-me melhor ao conhecer-te. Contigo aprendi a amar incondicionalmente, a ser paciente e a saber mais acerca dos meus próprios limites.
Através das teclas cinzentas e frias partilhei contigo os meus sonhos, derramei os meus medos, aprendi a exprimir-me para além dos gestos e do tom de voz; chorei sem pranto e enxuguei as tuas lágrimas sem precisar de lenço; recebi os teus mimos sem o teu toque, afaguei-te o peito e fiz-te sentir o quanto te queria bem através dos teus olhos. Por ti senti desejo, ciúme e senti-os tornarem-se ridículos; aprendi a confiar nas tuas palavras apenas por intuição; senti a tua falta e conformei-me e nesse conformismo aprendi que, afinal, não nos pertencemos.
 
Hoje em dia continuas a ser um amor sem rosto e sem corpo; sem passado nem futuro; um amor que apenas permanece; um amor livre, tão livre que não tem tempo.
Nunca nos pertencemos, mas já voamos juntos, e a partir do momento em que nos partilhamos tornamo-nos um do outro e isso, jamais, nada nem ninguém poderá apagar, nem o que de ti em mim ficou nem aquilo que de mim te tornaste.
 
Bem hajas, meu querido e doce amor, bem hajas como o meu desejo que continues a aparecer sempre na minha vida, seja sob que forma for.
 
 

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